(Lc. 7:39-47)
Como
é fácil estarmos perto do mestre e não sermos tocados por Ele! Cantarmos
cânticos que o exaltam, e mesmo assim não sermos transformados. Falar palavras
bonitas e fazer belas orações e ainda assim, termos tão pouco dEle em nós
mesmos. Como o fariseu do texto citado, podemos ter Jesus em nossos
ajuntamentos mas, longe de nossos corações.
Simão
não havia dado a Jesus as honras mínimas que se oferecia a qualquer convidado.
Naquela
festa como dentro da igreja, muitos estavam tentando impressionar Jesus. Simão
lhe ofereceu um pomposo banquete, porém Jesus para ele era apenas mais um dos
convidados, e com certeza, não era considerado o mais ilustre, pois nem o
tratamento básico ele havia recebido. (água para lavar os Pés) vs. 44
Ofereceram
a Ele pompa, ostentação e aparências. Gente bem vestida, ricas, e cheias de si
mesmas. Não nos é familiar este ambiente? Impregnado de liturgia, com quase
nenhum quebrantamento?
Aquela
mulher não havia sido convidada; sabia que não seria bem recebida por gente
aparentemente tão “ilustre e santa”. No
entanto, ela não estava preocupada com o requinte do banquete, nem em ser
humilhada, ou mesmo ridicularizada como de fato foi, vs. 39 Quando
isto viu o fariseu que o tinha convidado, falava consigo, dizendo: Se este fora
profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, pois é uma
pecadora”. Ela queria lançar-se aos pés do mestre e suplicar perdão
e demonstrar gratidão. Ao derramar aquele caro perfume ela estava humilhando-se,
dando tudo, abrindo mão de tudo, impactada por tamanho amor e misericórdia. Ela
sentia-se indigna, mas aceita por Ele. Ele não a olhava diferente, mas, a
atraía para fora daquela vida medíocre e cheia de frustrações. Ela sabia que um
pecador não tem outra escolha, exceto lançar-se desesperadamente aos pés de
quem pode socorrê-lo. Via que aquele nazareno era diferente. Não se
impressionava com a aparência, nem com as roupas bonitas. Ele olhava no fundo
do coração, procurando verdade, sinceridade e quebrantamento. Ele não tem
problema com a dimensão do nosso pecado, mas sim, com o altivo, o soberbo e
orgulhoso. Por esta razão se identificava melhor com pecadores quebrantados que
com santos orgulhosos.
O
que aquela mulher ofereceu a Cristo foi sua humilhação, seu rogo, sua súplica.
Não queria impressionar nem a Jesus, nem a ninguém. Não tinha justiça própria,
nem trouxe qualquer justificativa. Queria transformação, nova vida, vida
transbordante, a vida que só Ele tem para dar.
Assim
deve ser o vislumbre do mestre em nossas vidas. Ele não despreza um coração
quebrantado, porém o soberbo conhece de longe.
Cláudio.
Nenhum comentário:
Postar um comentário