09 outubro 2011

UM CORAÇÃO QUEBRANTADO


(Lc. 7:39-47)

Como é fácil estarmos perto do mestre e não sermos tocados por Ele! Cantarmos cânticos que o exaltam, e mesmo assim não sermos transformados. Falar palavras bonitas e fazer belas orações e ainda assim, termos tão pouco dEle em nós mesmos. Como o fariseu do texto citado, podemos ter Jesus em nossos ajuntamentos mas, longe de nossos corações.
Simão não havia dado a Jesus as honras mínimas que se oferecia a qualquer convidado.
Naquela festa como dentro da igreja, muitos estavam tentando impressionar Jesus. Simão lhe ofereceu um pomposo banquete, porém Jesus para ele era apenas mais um dos convidados, e com certeza, não era considerado o mais ilustre, pois nem o tratamento básico ele havia recebido. (água para lavar os Pés) vs. 44
Ofereceram a Ele pompa, ostentação e aparências. Gente bem vestida, ricas, e cheias de si mesmas. Não nos é familiar este ambiente? Impregnado de liturgia, com quase nenhum quebrantamento?
Aquela mulher não havia sido convidada; sabia que não seria bem recebida por gente aparentemente tão “ilustre e santa”.  No entanto, ela não estava preocupada com o requinte do banquete, nem em ser humilhada, ou mesmo ridicularizada como de fato foi, vs. 39 Quando isto viu o fariseu que o tinha convidado, falava consigo, dizendo: Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, pois é uma pecadora”. Ela queria lançar-se aos pés do mestre e suplicar perdão e demonstrar gratidão. Ao derramar aquele caro perfume ela estava humilhando-se, dando tudo, abrindo mão de tudo, impactada por tamanho amor e misericórdia. Ela sentia-se indigna, mas aceita por Ele. Ele não a olhava diferente, mas, a atraía para fora daquela vida medíocre e cheia de frustrações. Ela sabia que um pecador não tem outra escolha, exceto lançar-se desesperadamente aos pés de quem pode socorrê-lo. Via que aquele nazareno era diferente. Não se impressionava com a aparência, nem com as roupas bonitas. Ele olhava no fundo do coração, procurando verdade, sinceridade e quebrantamento. Ele não tem problema com a dimensão do nosso pecado, mas sim, com o altivo, o soberbo e orgulhoso. Por esta razão se identificava melhor com pecadores quebrantados que com santos orgulhosos.
O que aquela mulher ofereceu a Cristo foi sua humilhação, seu rogo, sua súplica. Não queria impressionar nem a Jesus, nem a ninguém. Não tinha justiça própria, nem trouxe qualquer justificativa. Queria transformação, nova vida, vida transbordante, a vida que só Ele tem para dar.
Assim deve ser o vislumbre do mestre em nossas vidas. Ele não despreza um coração quebrantado, porém o soberbo conhece de longe.

 

Cláudio.                                                

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