01 outubro 2011

O AMOR AO DINHEIRO


“Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns nessa cobiça, se desviaram da fé, e a si  mesmos se atormentaram com muitas dores” I Tm. 6:10.

O amor ao dinheiro é mestre das ilusões. Traz uma falsa paz, uma falsa sensação de segurança que acaba entorpecendo aquele que nele se deleita. Não é por acaso que Paulo diz que este amor é a raiz de todos os males. Por causa dele dissimulamos, não somos sinceros, fingimos, enganamos. Cria-se a idéia de que, possuí-lo é sinônimo de superioridade de caráter, e deixa-se de perceber o poder de deformação que ele possui. Por amor a ele separamos, fazemos acepção, nos agrupamos em classes sociais, esquecendo-nos que Cristo, possuindo a verdadeira riqueza, se misturou aos miseráveis. Foi sua preferencia não ignorar os necessitados, antes, deliberadamente envolveu-se com eles e com suas necessidades.O amor ao dinheiro cria justificativas para não ajudar; amigos são esquecidos; parentes ignorados. Como na parábola do bom samaritano, agimos como o escriba, o fariseu e o saduceu que passaram de largo fingindo não ver o que Deus colocou bem diante dos nossos olhos. E evitamos perguntar pelas necessidades do nosso próximo. Este amor é a raiz de todos os males, porque destrói a fé, macula o espírito da graça desse Cristo, que se fez pobre para nos enriquecer. II Co 8:9

Tal paixão é expressão do coração de satanás, pois leva o homem ao egoísmo, ao vício de sempre ter e nunca repartir. Tirar sempre proveito, juntar sempre mais e depositar nisso toda a sua confiança. Por causa desse amor os relacionamentos são lançados na superficialidade, pois querendo proteger o seu tesouro muitos se isolam com medo de serem explorados ou confrontados nos seus corações. Começa-se a cultivar uma espiritualidade de proteção, na qual as verdadeiras intenções e motivações não estão visíveis, mas camufladas. Vemos tal atitude no jovem rico, que, para esconder seu amor pelo que possuía tentou impressionar Jesus e os que com ele estavam apresentando seu currículo de espiritualidade, segundo o seu próprio coração avarento. O Senhor mostra que a verdadeira piedade, não é encontrada nas minas de ouro, nem nas contas bancárias, mas, num coração liberto por Ele, desprendido e cheio da sua presença. Por este conhecê-lo, está entesourando no céu para a vida eterna, acumulando o que é excelente, e que torna o homem verdadeiramente rico.Os que amam o dinheiro vivem num constante conflito, pois sua segurança está no que possuem e o medo de perder os apavora. Tais pessoas não firmam amizades sólidas e profundas, pois têm a desconfiança de que, todos os que delas se aproximam tencionam tirar algum proveito. Não gozam da liberdade dos que já morreram e descobriram o verdadeiro tesouro que é Cristo Jesus. Por isso, Paulo diz que os tais se atormentam com muitas dores.

Cláudio.

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