Salmos 127:3 Eis que os filhos são herança do SENHOR, e o fruto do ventre o seu galardão.
No dia das crianças grande parte delas não teve muito que comemorar. São órfãos de pais vivos, entregues a si mesmas, tornando-se cada vez mais deformadas no caráter. Os pais estão cada vez mais sem tempo para seus filhos, pois precisam trabalhar cada vez mais, ganhar mais dinheiro, adquirir mais bens. Na sua busca louca, acreditam que os filhos precisam mais de coisas que da presença deles, ou melhor, tentam compensar a ausência e irresponsabilidade, com coisas. São cada vez mais raras as mães de tempo integral. Aliás, tal tarefa virou motivo de desdém em alguns círculos, levando até mesmo algumas mulheres a terem vergonha de declarar que são apenas esposas e mães. E assim, as mulheres de carreiras brilhantes gabam-se de terem conquistado posições no mercado de trabalho e na vida acadêmica. A TV enaltece este estilo de vida em suas programações, novelas e jornais, rotulando direta e indiretamente as mães tradicionais de acomodadas e sem ambição profissional. O que não se fala é o aumento de mulheres depressivas, dependentes de medicamentos, estressadas e infelizes. Suas glórias estão coroadas com desgraça familiar, e quem paga a conta são as crianças que, estão cada vez mais desamparadas, expostas as drogas, homossexualismo, pornografia etc. Lamentavelmente, os cristãos de modo geral, compartilhando dos mesmos valores, mergulham num evangelho materialista, e já não se firmam mais na verdade absoluta da palavra de Deus, absorvendo padrões que claramente maculam o evangelho de nosso Senhor. As crianças estão agonizando e os pais não percebem o que está acontecendo, pois estão muito ocupados. Que o Senhor tenha misericórdia de nós e assim teremos consciência para investir no que realmente tem valor, os nossos filhos.
Cláudio.
Já Entraram Todas as Crianças?
Quando a noite vai chegando penso as vezes
Numa velha casa na colina
E em um quintal vasto e florido
Onde as crianças brincam a vontade.
E quando a noite chega em fim, aquietando
A alegre barulheira
Mamãe da uma olhada e pergunta_
Já entraram todas as crianças?
Oh, já faz muito, muito tempo isso,
E a velha casa na colina
Já não ressoa com passos infantis
E o quintal está quieto, muito quieto.
Mas vejo toda cena quando as sombras chegam,
E embora muitos anos tenham passado
Posso ouvir mamãe perguntar_
Já entraram todas as crianças?
Pergunto-me se quando chegarem as sombras
Do ultimo e breve dia na terra,
Quando nos despedirmos do mundo lá fora
Cansados das nossas brincadeiras infantis
Quando pisarmos a outra terra
Onde mamãe a tanto tempo já está
Ouviremos sua pergunta como antigamente fazia:
Já entraram todas as crianças?
Anônimo.
Senhor, não peço que me dês alguma obra sublime que é tua, um chamado nobre ou tarefa prodigiosa.
Dá-me uma criança para apontar o caminho pela estrada estranha e doce que leva a ti.
Dá-me uma vozinha suave para orar comigo; dois olhos brilhantes para tua face ver.
A única coroa que desejo, Senhor, é esta, que eu possa ensinar uma criança.
Não peço que venha um dia a colocar-me entre os sábios, os notáveis, ou os grandes.
Só peço que serenamente, de mãos dadas, uma criança e eu entremos pelos portões.
Autor desconhecido.










