23 novembro 2011

A glória de pertencer a Ele

Napoleão Bonaparte se encontrava cativo na ilha de Santa Helena, onde morreu em 1821. Certo dia ele comentou com seu fiel colaborador, o general Bertrand: “Escute, Jesus Cristo não é um homem. Seu nascimento, sua história, a história de sua vida, a profundidade de sua doutrina, seu evangelho, seu império, sua marcha ao longo dos séculos, tudo isso é para mim uma maravilha, um mistério inexplicável. Alexandre, César, Carlos Magno e eu fundamos impérios, mas em que se fundamentam as criações de nosso gênio? Na força. Somente Jesus Cristo fundou um império com base no amor, e neste exato momento milhões de pessoas morreriam por Ele...
Só Cristo conseguiu conquistar de tal maneira a mente e o coração dos homens que para Ele não há barreiras de tempo nem de espaço. Pede o que o filósofo em vão busca de seus adeptos, o pai de seus filhos, a esposa do esposo; pede o coração... O maravilhoso é que seu pedido é atendido! Todos os que sinceramente crêem em Cristo experimentam esse amor sobrenatural para com Ele, fenômeno inexplicável, superior a possibilidades humanas... Isto é o que mais me surpreende; o que me faz meditar com freqüência; o que me demonstra, sem dúvida alguma, a divindade de Jesus Cristo."
Napoleão em sua sede de poder e grandeza destruiu muitas vidas para construir um império humano, passageiro e transitório, amargando no final de tudo não a glória, mas a solidão do exílio e a solidão de uma alma vazia e empobrecida pelo ego e o orgulho. Só no final de sua vida veio perceber o que milhares de homens e mulheres já descobriram á séculos atrás gozando da doce presença deste amado Cristo. Como Napoleão, muitos estão em busca de glória, grandeza, riquezas e honras humanas. Recebem a bajulação dos homens e se embriagam com os prazeres desta vida. Iludem-se com uma falsa sensação de paz e com os deleites temporais desta vida, mas seus corações são verdadeiros desertos e suas almas as mais pobres. Quantos destes passarão por esta vida como Napoleão, tendo tudo que seus corações desejaram, para no final de tudo concluírem que se privaram das mais doces e venturosas bênçãos? Nunca tiveram a verdadeira paz de um coração perdoado e livre do ópio deste mundo nem experimentaram a esperança vindoura de encontrá-lo e com Ele sempre estar.
Os que a tudo deixaram para segui-lo não terão o que lamentar no apagar de todas as luzes. Não haverá prisões, escárnios ou perseguições que roube a alegria de pertencer a Ele e até por Ele morrer. Quantos através dos séculos perderam tudo por causa dEle e ainda assim foram as almas mais ricas, generosas e bondosas desta terra? Não viveram para construir impérios aqui, mas para mostrar aos homens o caminho do reino dos céus. Ofereceram suas próprias vidas por amor ao amado Jesus. São os pobres que enriquecem a muitos. Os que nada têm mas possuem tudo. Muitas vezes desprezados e até odiados e mortos. Não são napoleões, nem Carlos Magno, nem césares, mas mudaram a história da humanidade simplesmente por causa do Senhor que neles habita e que prometeu um dia voltar para com eles sempre estar. Que bendita esperança!

Cláudio.

Romanos 8:31-39
31 - Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?
32 - Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?
33 - Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica.
34 - Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós.
35 - Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?
36 - Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro.
37 - Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.
38 - Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir,
39 - Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.


05 novembro 2011

A Bíblia – atual, autêntica, confiável


Um jovem solicitou ao seu pastor que escrevesse uma dedicatória em sua Bíblia. Um bom versículo já constava na página em branco: "Eu sou o pão da vida." O pastor apenas acrescentou: "Não o deixe mofar". O jovem jamais esqueceu esse conselho. Ele o pôs em prática lendo a Bíblia como sendo o pão da vida, fazendo dela seu alimento espiritual diário. Durante toda a sua vida ele foi grato por isso.

Singular em sua divulgação

A Bíblia é de longe o livro mais traduzido do mundo. Partes da Bíblia podem ser lidas atualmente em mais de 2.212 línguas diferentes e todo ano a lista é acrescida de 40 novas traduções. Nenhum outro livro também se aproxima da sua tiragem: o número de exemplares impressos sobe a cada ano, apesar da Bíblia ter sido o livro mais atacado em todos os tempos. Soberanos de todas as épocas, políticos, reis e ditadores, até líderes religiosos e seus cúmplices tentaram privar o povo de sua leitura. Combateram-na, despojaram-na de seu conteúdo, tentaram destruí-la. Pode-se dizer que jamais outro livro foi tão amado e ao mesmo tempo tão odiado quanto a Bíblia!

Singular em sua formação

Na verdade, a Bíblia é uma pequena biblioteca formada por 66 volumes. Ela foi escrita por aproximadamente 40 autores diferentes, durante um período de mais ou menos 1500 anos. Com toda a certeza ela não foi escrita por iniciativa coletiva. Ela também não foi planejada por alguém. Um dos autores escreveu na Arábia, outro na Síria, um terceiro em Israel, e ainda outro na Grécia ou na Itália. Um dos autores atuou mais como historiador ou repórter, outro escreveu como biógrafo, outro escreveu tratados teológicos, ainda outro compôs poemas e escreveu provérbios, enquanto outro registrou profecias. Eles escreveram sobre famílias, povos, reis, soberanos e impérios do mundo. O escritor das primeiras páginas jamais poderia saber o que outro escreveria 1400 anos mais tarde. Os escritores de séculos futuros nunca poderiam saber, por si mesmos, o sentido profético de um texto escrito centenas de anos antes. Mesmo assim, a Bíblia é um livro de uma unidade impressionante, com coerência do início ao fim, tendo um tema comum e falando de uma pessoa central: Jesus Cristo. A Bíblia é o único livro no qual milhares de profecias se cumpriram literalmente. Suas predições realizaram-se nos mínimos detalhes durante a história. Locais e datas mencionados nos relatos bíblicos foram confirmados pela ciência. Quando nos perguntamos como foi possível aos autores alcançarem uma unidade e uniformidade tão grandes no que escreveram, concluímos que só nos resta a resposta de 2 Pedro 1.21: "Porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo." Em outra passagem, a Bíblia diz: "Toda a Escritura é inspirada por Deus..." (2 Tm 3.16). Um filósofo francês expressou-se da seguinte maneira sobre a maravilha que é a Bíblia: "Quão miseráveis e desprezíveis são as palavras dos filósofos quando comparadas com as da Bíblia! É possível um livro tão simples, mas ao mesmo tempo tão perfeito, ser palavra humana?”.

Singular em seus efeitos

Um ateu enviou a um jovem cristão grande número de artigos selecionados para convencê-lo de que a Bíblia era atrasada em muitas de suas afirmações e ultrapassada pelos conhecimentos dos tempos atuais. O jovem respondeu:
Se você tiver algo melhor que o Sermão do Monte, alguma coisa mais bela que a história do filho pródigo ou do bom samaritano, alguma norma ou lei de nível superior aos Dez Mandamentos, se você puder apresentar algo mais consolador que o Salmo 23, ou algum texto que me revele melhor o amor de Deus e esclareça mais o meu futuro do que a Bíblia, então – por favor, envie-o para mim com urgência!
Nenhum outro livro além da Bíblia transformou a vida de tantas pessoas para melhor. Ela é um livro honesto e mostra o ser humano como ele é. A Bíblia expõe o pecado e aponta o caminho para o perdão, ela exorta e consola, faz-nos ser humildes e nos edifica. A Bíblia nos mostra a razão de viver, coloca-nos diante de um alvo que faz sentido, e com ela entendemos a origem e o futuro da criação e da humanidade. A Bíblia lança luz sobre nossas dúvidas. Ela coloca a esperança diante de nossos olhos e fala de Deus e da eternidade como nenhum outro livro jamais o poderia fazer. Até Friedrich Nietzsche, inimigo do cristianismo, disse sobre a Bíblia:
Ela é o livro da justiça de Deus. Ela descreve coisas e pessoas em um estilo tão perfeito, que os escritos gregos e hindus não podem ser comparados a ela. O estilo do Antigo Testamento é uma parâmetro de avaliação tanto de escritores famosos como de iniciantes.
Infelizmente, Nietzsche nunca seguiu pessoalmente o que a Bíblia diz.
O escritor Ernst Wiechert escreveu sobre a Bíblia:
Tudo me encantava, muitas coisas me comoviam, outras me abalavam. Mas nada formou e moldou tanto minha alma naqueles anos como o Livro dos Livros. Não me envergonho das lágrimas que derramei sobre as páginas da Bíblia.
Marc Chagall, o gande pintor judeu, disse: "Desde minha infância a Bíblia me orientou com sua visão sobre o rumo do mundo e me inspirou em meu trabalho.”.

Singular em sua confiabilidade

Alexander Schick escreve:
Nenhum livro de toda a literatura universal pode ser documentado de maneira tão impressionante no que diz respeito ao seu texto original. E nenhum outro livro apresenta uma tão farta profusão de provas de sua autenticidade. Achados de antigos escritos nos dão a certeza de que temos em mãos a Bíblia com a mesma mensagem que os cristãos da igreja primitiva.

A Bíblia – ela funciona!

Em uma revista alemã encontramos o texto abaixo, que transcrevemos por ser muito precioso:
A Bíblia mostra a vontade de Deus, a situação do ser humano, o caminho da salvação, o destino dos pecadores e a bem-aventurança dos crentes.
Seus ensinos são sagrados, seus preceitos exigem comprometimento, seus relatos são verdadeiros e suas decisões, imutáveis.
Leia-a para tornar-se sábio e viva de acordo com ela para ser santo.
A Bíblia lhe ilumina o caminho, fornece alimento para seu sustento, dá refrigério e alegria ao seu coração.
Ela é o mapa dos viajantes, o cajado dos peregrinos, a bússola dos pilotos, a espada dos soldados e o manual de vida dos cristãos.
Nela o paraíso foi restabelecido, o céu se abriu e as portas do inferno foram subjugadas.
Cristo é seu grandioso tema, nosso bem é seu propósito, e a glorificação de Deus é seu objetivo.
Ela deve encher nossos pensamentos, guiar nosso coração e dirigir nossos passos.
Leia-a devagar, com freqüência, em oração. Ela é fonte de riqueza, um paraíso de glórias e uma torrente de alegrias.
Ela lhe foi dada nesta vida, será aberta no juízo e lembrada para sempre.
Ela nos impõe a maior responsabilidade, compensará os maiores esforços e condenará todos os que brincarem com seu conteúdo sagrado.
Um mecânico foi chamado para consertar o mecanismo de um gigantesco telescópio. Na hora do almoço o astrônomo-chefe encontrou-o lendo a Bíblia. "O que você espera de bom desse livro?", perguntou ele. "A Bíblia é ultrapassada, e nem se sabe quem a escreveu!"
O mecânico hesitou por um momento, levantou seus olhos e disse: "O senhor não usa com freqüência surpreendente a tabuada em seus cálculos?"
"Sim, naturalmente", respondeu o astrônomo.
"O senhor sabe quem a escreveu?"
"Por quê? Não, bem, eu suponho... Eu não sei!"
"Por que, então", disse o mecânico, "o senhor confia na tabuada?"
"Confiamos porque – bem, porque ela funciona", concluiu o astrônomo, irritado.
"Bem, e eu confio na Bíblia pela mesma razão – ela funciona!"

(Norbert Lieth - http://www.ajesus.com.br)

04 novembro 2011

A ARMADILHA DO SER E FAZER


O desejo pelo reconhecimento humano é responsável pelo fracasso pessoal de muitos homens. Este sentimento leva um homem a usar até mesmo o que é de Deus como trampolim para sua própria glória e exaltação. Às vezes por trás de muitas boas ações escondem-se sentimentos doentios, ambiciosos e não tão puros quanto parecem. O desejo pela glória humana desvirtua e deforma o caráter do filho de Deus, levando tal homem a buscar a realização a qualquer custo.
Isto acarreta para o homem uma série de sofrimentos, pois o desejo de Ser reconhecido e Fazer uma grande obra torna-se um algoz, um senhor impiedoso que nunca se satisfaz, então deixamos de oferecer o que dEle vem, para oferecer o que vem de nós mesmos, o que é humano, tornando nosso serviço inaceitável diante de Deus. Jesus disse que não recebia glória que vem de homens, pois a glória ele a transmitia ao pai, e como homem sempre rejeitou a autoglorificação, Jo. 7:18 e 8:50. Paulo disse que não é aprovado aquele que a si mesmo se recomenda mais aquele a quem o Senhor recomenda II Cor. 10:18. É preciso entender que se o nosso serviço deve ser reconhecido ou não, será por causa da soberania de Deus em honrar a quem ele quiser e recomendar a quem ele quiser. Como servos, devemos pedir ao pai que nos dê intenções puras em nosso serviço para que sejamos consumidos apenas pelo desejo de realizar a vontade daquele que nos enviou e completar a sua obra e não por nossas ambições pessoais.
O desejo imoderado de Ser e Fazer traz algumas conseqüências letais para a vida de um líder ou discipulador:

I)          Leva-o a pensar que pode mudar as pessoas por seus esforços e conhecimentos.

Há uma grande diferença no fruto que colhemos quando o Senhor faz através de nós do que quando fazemos por nós mesmos. O resultado do primeiro é duradouro e reverte-se em benção para a igreja de Cristo, ao passo que o do segundo logo se estagna. Quando achamos que a nossa persuasão e intelectualismo bíblico podem mudar a vida de qualquer discípulo, abandonamos o primeiro amor, a dependência e pecamos contra o pai. O resultado de tudo isso é cansaço, frustração, decepção e atraso na formação de discípulos. Quando Cristo disse, “sem mim nada podeis fazer,” Ele não estava filosofando, mas deixando clara a natureza de sua participação no processo de desenvolvimento da sua igreja. Tudo é dEle por Ele e para Ele. Paulo disse: Eu plantei Apolo regou mas Deus deu o crescimento  I Cor. 3:6. É preciso esta consciência, que o crescimento dos discípulos vem de Deus.
Pensar que podemos mudar pessoas, amadurecê-las ou dinamizar o andamento da igreja de Cristo revela o quanto somos independentes no nosso serviço e o quanto confiamos em nossa estrutura pessoal. Será que podemos levar os que não crescem a serem diferentes? Os imaturos a maturidade, os complicados a simplicidade, os que não enxergam a verem com clareza? Não podemos esquecer o que Ele nos disse: Sem mim nada podeis fazer.

II)       preocupam-se tanto com seus objetivos pessoais que abandonam o senhor da obra.

Seu mundo interior torna-se um constante conflito e guerra, ele não consegue ter paz, suas ambições o perturbam. Tais homens não conseguem relaxar, estão em constante atividade. Não gozam da liberdade dos que já morreram e, portanto não precisam provar nada para ninguém. Quando lamentam suas misérias choram-nas de si para si mesmos, seu choro não é quebrantamento aos pés do senhor, mas um lamento por aquilo que ainda não conseguiram. Sua paixão não é mais por Cristo, mas por si mesmos e pelos seus projetos. Eles não são prisioneiros de Cristo, mas do próprio egoísmo. Cristo deixa de ser senhor, amigo, pai, irmão para se tornar seu trampolim para o sucesso pessoal. Abandonou o senhor da obra, virou-lhe as costas, perdeu o alvo de vista. Jesus disse: 
João 12:24
24 - Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto.

Em Isaías 53:11a diz: “Ele (Jesus) verá o fruto do penoso trabalho de sua alma, e ficará satisfeito; (revista e atualizada). Ele nunca se gloriou como homem a não ser em ver milhares de vidas salvas pelo penoso trabalho de sua obra na cruz. Gloriava-se em homens regenerados e transformados. Ele não queria o veneno de satanás da auto-glorificação, nem ambicionou a glória humana.

João 5:41-44
41 - Eu não recebo glória dos homens;
44 - Como podeis vós crer, recebendo honra uns dos outros, e não buscando a honra que vem só de Deus?
João 7:18
18 - Quem fala de si mesmo busca a sua própria glória; mas o que busca a glória daquele que o enviou, esse é verdadeiro, e não há nele injustiça.

Todos que buscam reconhecimento humano caem na armadilha do ser e fazer para sua própria glória e não para glória de Deus. Paulo, o apóstolo, afirma gloriar-se apenas na cruz de Cristo pela qual ele estava crucificado para o mundo e o mundo para ele.
Gálatas 6:14
14 - Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo.

As almas mais felizes e bem realizadas são aquelas que através da cruz foram libertos do desejo de ser e fazer, e por isso gozam da liberdade dos que já morreram com Cristo e vivem para fazer o bem e sacrificarem-se em prol dos outros.

Marcos 10:45
45 - Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos.

Cláudio.

VAIDADE OU HUMILDADE?

Quantas pessoas há que perecem por causa da vaidade do conhecimento mundano e o pouco cuidado em servir a Deus. Tornaram-se vãs em seus próprios conceitos porque preferiram serem grandes, em vez de humildes. É verdadeiramente grande aquele que é piedoso. É verdadeiramente grande aquele que é pequeno aos seus próprios olhos e não faz nada buscando honra para si mesmo. É verdadeiramente sábio aquele que considera todas as coisas terrenas, como tolice a fim de ganhar a cristo.
Thomas de Kempis.






                                

13 outubro 2011

DIA DAS CRIANÇAS, O QUE COMEMORAR?

Salmos 127:3 Eis que os filhos são herança do SENHOR, e o fruto do ventre o seu galardão.

No dia das crianças grande parte delas não teve muito que comemorar. São órfãos de pais vivos, entregues a si mesmas, tornando-se cada vez mais deformadas no caráter. Os pais estão cada vez mais sem tempo para seus filhos, pois precisam trabalhar cada vez mais, ganhar mais dinheiro, adquirir mais bens. Na sua busca louca, acreditam que os filhos precisam mais de coisas que da presença deles, ou melhor, tentam compensar a ausência e irresponsabilidade, com coisas. São cada vez mais raras as mães de tempo integral. Aliás, tal tarefa virou motivo de desdém em alguns círculos, levando até mesmo algumas mulheres a terem vergonha de declarar que são apenas esposas e mães. E assim, as mulheres de carreiras brilhantes gabam-se de terem conquistado posições no mercado de trabalho e na vida acadêmica. A TV enaltece este estilo de vida em suas programações, novelas e jornais, rotulando direta e indiretamente as mães tradicionais de acomodadas e sem ambição profissional. O que não se fala é o aumento de mulheres depressivas, dependentes de medicamentos, estressadas e infelizes. Suas glórias estão coroadas com desgraça familiar, e quem paga a conta são as crianças que, estão cada vez mais desamparadas, expostas as drogas, homossexualismo, pornografia etc. Lamentavelmente, os cristãos de modo geral, compartilhando dos mesmos valores, mergulham num evangelho materialista, e já não se firmam mais na verdade absoluta da palavra de Deus, absorvendo padrões que claramente maculam o evangelho de nosso Senhor. As crianças estão agonizando e os pais não percebem o que está acontecendo, pois estão muito ocupados. Que o Senhor tenha misericórdia de nós e assim teremos consciência para investir no que realmente tem valor, os nossos filhos.

Cláudio.


Já Entraram Todas as   Crianças?                                                                                                                
Quando a noite vai chegando penso as vezes
Numa velha casa na colina
E em um quintal vasto e florido
Onde as crianças brincam a vontade.
E quando a noite chega em fim, aquietando
A alegre barulheira
Mamãe da uma olhada e pergunta_
Já entraram todas as crianças?
Oh, já faz muito, muito tempo isso,
E a velha casa na colina
Já não ressoa com passos infantis
E o quintal está quieto, muito quieto.
Mas vejo toda cena quando as sombras chegam,
E embora muitos anos tenham passado
Posso ouvir mamãe perguntar_
Já entraram todas as crianças?
Pergunto-me se quando chegarem as sombras
Do ultimo e breve dia na terra,
Quando nos despedirmos do mundo lá fora
Cansados das nossas brincadeiras infantis
Quando pisarmos a outra terra
Onde mamãe a tanto tempo já está
Ouviremos sua pergunta como antigamente fazia:
Já entraram todas as crianças?

Anônimo.

Senhor, não peço que me dês alguma obra sublime que é tua, um chamado nobre ou tarefa prodigiosa.
Dá-me uma criança para apontar o caminho pela estrada estranha e doce que leva a ti.
Dá-me uma vozinha suave para orar comigo; dois olhos brilhantes para tua face ver.
A única coroa que desejo, Senhor, é esta, que eu possa ensinar uma criança.
Não peço que venha um dia a colocar-me entre os sábios, os notáveis, ou os grandes.
Só peço que serenamente, de mãos dadas, uma criança e eu entremos pelos portões.
Autor desconhecido.

10 outubro 2011

O DRAMA DE ASAFE


O DRAMA DE ASAFE

Parte I
Salmo 73


   Quando Asafe escreveu este salmo, já estava numa idade avançada, talvez entre os sessenta e setenta anos. Havia passado toda a sua vida servindo ao Senhor, numa decisão resoluta de agradar-lhe em tudo, e fazer a sua vontade, mesmo isso lhe custando privações e renúncias dolorosas, ele atravessou as décadas firme em suas convicções, fiel ao seu Deus. No entanto, logo no início do salmo encontramos um Asafe vacilante, titubeante, revelando que estava pisando no lodo, no limo de uma estrada escorredia, com questionamentos privados, pensamentos que, como fantasmas o atormentavam e levava-o a duvidar do seu Deus, e da validade de sua vida piedosa.

“Quanto a mim, porém, quase me resvalaram os pés; pouco faltou para que se desviassem os meus passos”. Vs. 2

     Parece-me que os seus questionamentos o conduziram á beira da apostasia, do abandono da devoção ao seu Deus.

 “Pouco faltou para que se desviassem os meus passos”.

 Estava orbitando numa dimensão humana, satânica, que o envolvia e o cegava. O versículo primeiro do salmo traz consigo um tom de sarcasmo para com a bondade e fidelidade de Deus.

“Com efeito, Deus é bom para com Israel, para com os de coração limpo”.

Deus é bom, mas não para mim. Vejo suas bênçãos nos outros, não na minha vida. Até o ímpio goza do seu cuidado, eu, porém, tenho como recompensa aflições e cansaço. Esta é a paga por minha devoção e fidelidade”. Num determinado momento da vida de Asafe, a aparente paz e prosperidade do ímpio enganosamente tornaram-se uma prova incontestável de que, Deus não é tão justo quanto diz ser. Vejamos o que ele observou nos ímpios: vs. 3 a 12.

“Pois eu invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos perversos”.
Para eles não há preocupações, o seu corpo é sadio e nédio.
Não partilham das canseiras dos mortais, nem são afligidos como os outros homens. Daí a soberba que os cinge como um colar, e a violência que os envolve como um manto.
Os olhos saltam-lhes da gordura; do coração brotam-lhes fantasias.
Motejam e falam maliciosamente; da opressão falam com altivez.
Contra os céus desandam a boca, e a sua língua percorre a terra.
Por isso o seu povo se volta para eles, e os tem por fonte de que bebe a largos sorvos.
E diz: como o sabe Deus? Acaso há conhecimento no altíssimo?
Eis que são estes os ímpios; e sempre tranqüilos, aumentam suas riquezas “.

Nos vs. 13 e 14 sentimos o tom de decepção e frustração do velho salmista.

“Com efeito, inutilmente conservei puro o coração e lavei as mãos na inocência”.

Ele conclui, que não valeu a pena guardar-se incontaminado tentando agradar a Deus. Que foi inútil o esforço para ser um homem com um coração puro, íntegro e reto diante dEle. Ele havia entrado numa fase de completa desilusão. Desiludiu-se com sua fé, concluindo que todos os anos de devoção foram como plumas ao vento. Suas esperanças de recompensas palpáveis nesta vida por sua obediência tornaram-se uma grande decepção. O conflito era titânico se levarmos em consideração que, estas conclusões foram tiradas já no fim de sua vida, chegaram em sua velhice onde esperava estar muito mais firme e amadurecido em Deus. Justamente nesta fase, depois de ensinar a muitos, animar, consolar, repreender, tornar-se um padrão de fé a ser seguido, conclui que sua fé e suas esperanças não passavam de uma construção sobre a areia.
Não havia prosperado, pois invejava a prosperidade dos que não temem a Deus vs. 3.
Eles não tinham preocupações, pois pareciam não adoecer... “seu corpo é sadio e nédio, não partilham das canseiras dos mortais, nem são afligidos como os outros homens” vs. 4-5.  que outros homens? Ele estava falando de si mesmo. Fui fiel a ti toda a minha vida e veja o meu estado! Estou velho e doente, cheio de dores, artrite, artrose, cansaço e enfado enquanto os ímpios estão gozando de boa velhice, para eles não há preocupações, tudo parece dar certo.
Os ímpios são soberbos e cheios de violência, maliciosos e opressores, irreverentes, não temem blasfemar de Deus e ainda são bem vistos e bem recebidos pela sociedade, e com todas essas impiedades eles parecem estar sempre tranqüilos e vão aumentando suas riquezas. Vs. 6-12.
algumas coisas atormentavam a mente desse homem de Deus, a premiação do ímpio com saúde e riqueza e a aflição do justo com doenças e pobreza.
Em sua amargura contra o suposto tratamento injusto que recebia de Deus, Asafe descia cada vez mais para uma zona extremamente perigosa;

“Pois de contínuo sou afligido, e a cada manhã castigado”. Vs 14

Quando não entendemos que os caminhos de Deus São mais altos que os nossos, e que, sua condução vem de um coração amoroso e cuidadoso por nós, de um Deus que está obstinado a construir em nós o caráter perfeito de seu filho Jesus, então, cada prova, cada obstáculo que nos é posto pelo caminho tornam-se um castigo de Deus, uma punição e não um meio de transformação e santificação. O coração amargurado vê até mesmo nas lutas diárias e inevitáveis do dia a dia, um ato de injustiça de Deus. Era assim que asafe estava se sentindo, injustiçado, traído, enganado pelo seu Deus que supostamente não estava sendo tão fiel a ele como o próprio asafe havia sido durante toda a sua vida.
“O Senhor folga para os ímpios e aperta para os seus santos”. Onde está a tua justiça? Estas eram as suas acusações mais secretas contra Deus. Ele não falava, não as expressava em público. Ninguém sabia ou sequer imaginava que o “grande salmista e compositor” asafe estava a beira da apostasia, assim como muitos filhos de Deus sinceros estão silenciosamente morrendo, cansados e afadigados, sentindo-se frustrados e até mesmo desamparados por Deus. Ele disse:

“Se eu pensara em falar tais palavras, já aí teria traído a geração de teus filhos”. vs 15

continua...

09 outubro 2011

UM CORAÇÃO QUEBRANTADO


(Lc. 7:39-47)

Como é fácil estarmos perto do mestre e não sermos tocados por Ele! Cantarmos cânticos que o exaltam, e mesmo assim não sermos transformados. Falar palavras bonitas e fazer belas orações e ainda assim, termos tão pouco dEle em nós mesmos. Como o fariseu do texto citado, podemos ter Jesus em nossos ajuntamentos mas, longe de nossos corações.
Simão não havia dado a Jesus as honras mínimas que se oferecia a qualquer convidado.
Naquela festa como dentro da igreja, muitos estavam tentando impressionar Jesus. Simão lhe ofereceu um pomposo banquete, porém Jesus para ele era apenas mais um dos convidados, e com certeza, não era considerado o mais ilustre, pois nem o tratamento básico ele havia recebido. (água para lavar os Pés) vs. 44
Ofereceram a Ele pompa, ostentação e aparências. Gente bem vestida, ricas, e cheias de si mesmas. Não nos é familiar este ambiente? Impregnado de liturgia, com quase nenhum quebrantamento?
Aquela mulher não havia sido convidada; sabia que não seria bem recebida por gente aparentemente tão “ilustre e santa”.  No entanto, ela não estava preocupada com o requinte do banquete, nem em ser humilhada, ou mesmo ridicularizada como de fato foi, vs. 39 Quando isto viu o fariseu que o tinha convidado, falava consigo, dizendo: Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, pois é uma pecadora”. Ela queria lançar-se aos pés do mestre e suplicar perdão e demonstrar gratidão. Ao derramar aquele caro perfume ela estava humilhando-se, dando tudo, abrindo mão de tudo, impactada por tamanho amor e misericórdia. Ela sentia-se indigna, mas aceita por Ele. Ele não a olhava diferente, mas, a atraía para fora daquela vida medíocre e cheia de frustrações. Ela sabia que um pecador não tem outra escolha, exceto lançar-se desesperadamente aos pés de quem pode socorrê-lo. Via que aquele nazareno era diferente. Não se impressionava com a aparência, nem com as roupas bonitas. Ele olhava no fundo do coração, procurando verdade, sinceridade e quebrantamento. Ele não tem problema com a dimensão do nosso pecado, mas sim, com o altivo, o soberbo e orgulhoso. Por esta razão se identificava melhor com pecadores quebrantados que com santos orgulhosos.
O que aquela mulher ofereceu a Cristo foi sua humilhação, seu rogo, sua súplica. Não queria impressionar nem a Jesus, nem a ninguém. Não tinha justiça própria, nem trouxe qualquer justificativa. Queria transformação, nova vida, vida transbordante, a vida que só Ele tem para dar.
Assim deve ser o vislumbre do mestre em nossas vidas. Ele não despreza um coração quebrantado, porém o soberbo conhece de longe.

 

Cláudio.