23 novembro 2011

A glória de pertencer a Ele

Napoleão Bonaparte se encontrava cativo na ilha de Santa Helena, onde morreu em 1821. Certo dia ele comentou com seu fiel colaborador, o general Bertrand: “Escute, Jesus Cristo não é um homem. Seu nascimento, sua história, a história de sua vida, a profundidade de sua doutrina, seu evangelho, seu império, sua marcha ao longo dos séculos, tudo isso é para mim uma maravilha, um mistério inexplicável. Alexandre, César, Carlos Magno e eu fundamos impérios, mas em que se fundamentam as criações de nosso gênio? Na força. Somente Jesus Cristo fundou um império com base no amor, e neste exato momento milhões de pessoas morreriam por Ele...
Só Cristo conseguiu conquistar de tal maneira a mente e o coração dos homens que para Ele não há barreiras de tempo nem de espaço. Pede o que o filósofo em vão busca de seus adeptos, o pai de seus filhos, a esposa do esposo; pede o coração... O maravilhoso é que seu pedido é atendido! Todos os que sinceramente crêem em Cristo experimentam esse amor sobrenatural para com Ele, fenômeno inexplicável, superior a possibilidades humanas... Isto é o que mais me surpreende; o que me faz meditar com freqüência; o que me demonstra, sem dúvida alguma, a divindade de Jesus Cristo."
Napoleão em sua sede de poder e grandeza destruiu muitas vidas para construir um império humano, passageiro e transitório, amargando no final de tudo não a glória, mas a solidão do exílio e a solidão de uma alma vazia e empobrecida pelo ego e o orgulho. Só no final de sua vida veio perceber o que milhares de homens e mulheres já descobriram á séculos atrás gozando da doce presença deste amado Cristo. Como Napoleão, muitos estão em busca de glória, grandeza, riquezas e honras humanas. Recebem a bajulação dos homens e se embriagam com os prazeres desta vida. Iludem-se com uma falsa sensação de paz e com os deleites temporais desta vida, mas seus corações são verdadeiros desertos e suas almas as mais pobres. Quantos destes passarão por esta vida como Napoleão, tendo tudo que seus corações desejaram, para no final de tudo concluírem que se privaram das mais doces e venturosas bênçãos? Nunca tiveram a verdadeira paz de um coração perdoado e livre do ópio deste mundo nem experimentaram a esperança vindoura de encontrá-lo e com Ele sempre estar.
Os que a tudo deixaram para segui-lo não terão o que lamentar no apagar de todas as luzes. Não haverá prisões, escárnios ou perseguições que roube a alegria de pertencer a Ele e até por Ele morrer. Quantos através dos séculos perderam tudo por causa dEle e ainda assim foram as almas mais ricas, generosas e bondosas desta terra? Não viveram para construir impérios aqui, mas para mostrar aos homens o caminho do reino dos céus. Ofereceram suas próprias vidas por amor ao amado Jesus. São os pobres que enriquecem a muitos. Os que nada têm mas possuem tudo. Muitas vezes desprezados e até odiados e mortos. Não são napoleões, nem Carlos Magno, nem césares, mas mudaram a história da humanidade simplesmente por causa do Senhor que neles habita e que prometeu um dia voltar para com eles sempre estar. Que bendita esperança!

Cláudio.

Romanos 8:31-39
31 - Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?
32 - Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?
33 - Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica.
34 - Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós.
35 - Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?
36 - Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro.
37 - Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.
38 - Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir,
39 - Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.


Um comentário:

  1. O Verbo Eterno que estava acostumado a preencher todas as coisas com a sua glória, agora estava se esvaziando para assumir as limitações humanas. Mas as nossas limitações não conseguiram limitar a perfeição do seu caráter. Como homem Jesus foi perfeito na sua bondade, como homem foi perfeito na sua justiça ao lidar com grandes e pequenos, foi perfeito, como homem, na sua misericordia ao lidar com os pecadores, foi perfeito no seu amor, e como homem foi perfeito na sua coragem ao enfrentar a cruz, e ao enfrentar a cruz conquistou para nós um perdão perfeito. Glorioso Jesus. Sim que o coração de cada um que crê Nele possa ser só Dele, pois , o Nosso Jesus não merece menos que todo o nosso coração.

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