“Mas o que para mim era lucro passei a considerá-lo como perda por amor de Cristo; sim, na verdade, tenho também como perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus meu Senhor”;
...Para conhecê-lo, e o poder da sua ressurreição e a participação dos seus sofrimentos, conformando-me a Ele na sua morte.” Fl. 3:7-8,10
Precisamos aprender a descobrir as coisas excelentes do Senhor fazendo as melhores escolhas como fez Maria que, o próprio Cristo afirmou ter escolhido a melhor parte, e Ele mesmo deseja nos levar a esta descoberta. Vejo, porém que as coisas de Deus são tão fascinantes que podem tornarem-se um fim em si mesmas e não um meio para nos conduzir a Deus. Temos uma tendência muito grande em criar ídolos que substituem Cristo em nós, ou mesmo diminuem o seu valor e importância em nossas vidas, e é aí que as coisas de Deus começam a ser um instrumento que nos afastam do próprio Deus. Assim aconteceu com a arca da aliança, que representava a presença de Deus, a aliança de Deus e apontava para o próprio Deus. Era um meio e não um fim em si mesmo. Porém, ao se tornar um fim em si mesmo perdeu o seu objetivo principal que era levá-los a olhar para Deus e não para a arca e por isso desapareceu para nunca mais. A serpente de bronze, e tantos outros que apontavam para o Senhor e, por causa da incapacidade que o próprio povo tinha de enxergar, levou Deus a rejeitá-los completamente. E hoje podemos ser enganados por nossos corações e nos fascinarmos mais com suas coisas do que com o próprio Senhor.
Não existe algo mais acolhedor, mais cheio de vida do que a igreja de Cristo e o seu funcionamento, tão fascinante que corremos o risco de fazer disto um fim em si mesmo. A comunhão dos santos, as juntas e ligamentos, o funcionamento nas casas, na rua, podem brilhar tanto aos nossos olhos que chegam a ocupar o lugar do próprio Cristo. Cavar cisternas rotas parece ser a nossa predisposição. Paulo parecia estar na contramão. Ele disse: “O que para mim era lucro considerei como perda.” Ele Não estava falando de coisas sem valor, ou coisas que não eram boas ou menos importantes, mas de coisas boas e as chamava de lucro, ou coisas preciosas. E como as coisas que o Senhor nos deu são boas e valiosas, correm o risco de se tornar um fim em si mesmo e de nos afastar da pessoa de Jesus. O próprio Paulo disse que em Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento Cl. 2:3 Ele é a fonte inesgotável de onde podemos beber, nos saciar e nos enriquecer. Considerar tudo como perda pela excelência do conhecimento de Cristo é característica de homens libertos, que, aprenderam a escolher as coisas excelentes do pai, que descobriram o mistério de Deus, Cristo. E ele vai além, dizendo que queria não só conhecê-lo, mas também o poder da sua ressurreição, e a participação nos seus sofrimentos. Ele não só deseja a glória, as riquezas, mas também ser semelhante nos sofrimentos, participar dos mesmos escárnios e da mesma vergonha se preciso fosse para conhecer a Cristo, para misturar-se a Ele, conformando-se ao mesmo tipo de morte vergonhosa e dolorosa do mestre. Esta é uma característica de um coração obcecado pelo conhecimento de Cristo, não havia espaços para substitutos, nem mesmo as dádivas dEle o preenchiam mais, só o próprio Senhor. Que Deus nos dê a graça de descobrirmos as coisas excelentes de Cristo e não O substituamos por nada nem na igreja nem neste mundo.
Cláudio.
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